A saída do senador Cid Gomes do PDT, para se filiar ao PSB, dificulta dois acordos que vinham sendo negociados pelo grupo do ex-ministro Ciro Gomes: uma possível federação entre as siglas e o apoio do PSB à reeleição do prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT).
A saída de Cid Gomes do PDT, para se filiar ao PSB, é um golpe para o grupo do ex-ministro Ciro Gomes. Com a migração de Cid e de 43 prefeitos aliados, o PSB não precisará mais de uma federação com o PDT para atingir a cláusula de barreira.
Além disso, a saída de Cid diminui as chances de o PSB apoiar a reeleição do prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), que é desafeto do senador.
Os quatro deputados federais que compõem a bancada pedetista no Ceará ainda não decidiram se vão deixar o partido. No entanto, a tendência é que eles permaneçam no PDT.
As divergências internas entre Cid e Ciro começaram em 2022, quando os dois irmãos divergiram sobre quem encabeçaria a chapa ao governo do estado. O senador pleiteava o nome da ex-governadora Izolda Cela, mas o ex-ministro insistiu no ex-prefeito Roberto Cláudio, que acabou em terceiro lugar na disputa.
Após as eleições, o PT seguiu sendo motivo de discórdia entre os Ferreira Gomes. Em outubro do ano passado, os dois quase chegaram as vias de fato em uma reunião do PDT no Rio por conta do apoio da legenda ao governo petista no Planalto.
A guerra interna entre os irmãos tem gerado outros entraves no PDT, como a definição de pré-candidaturas a prefeito. Até o momento, em todas as capitais do país, apenas três nomes foram efetivamente lançados: a deputada federal Duda Salabert, em Belo Horizonte; a deputada estadual Juliana Brizola, em Porto Alegre; e o deputado estadual Goura, em Curitiba.



