O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), trocaram farpas nesta quarta-feira (20) sobre a fila de regulação na saúde do estado.
Jerônimo havia criticado prefeituras do interior por não fazerem o “dever de casa” no âmbito da atenção básica, o que, segundo ele, contribui para o aumento da fila de regulação.
Bruno Reis rebateu as críticas, afirmando que as unidades de saúde construídas pela gestão municipal em Salvador têm ajudado a reduzir o gargalo na fila de regulação.
Até a manhã desta quarta-feira, havia 343 pessoas à espera de transferência assistida nas dez UPAs geridas pela prefeitura de Salvador.
Questionado sobre a fala de Bruno Reis, Jerônimo Rodrigues desconversou. Ele não citou o número de UPAs existentes na capital baiana, mas afirmou que Salvador não tem maternidade municipal.
O governador também afirmou que a capital baiana está entre os municípios com a menor cobertura básica do país, mas não apresentou dados para embasar a afirmação.
Bruno Reis, por sua vez, afirmou que a situação da fila de regulação seria ainda mais grave sem os hospitais municipais e as UPAs.
“Se hoje os hospitais do Estado não estão abarrotados de pessoas e nos corredores aguardando, como era comum no passado, no HGE, no Roberto Santos, as pessoas nas macas, do lado de fora do hospital, aguardando… Por que isso não está acontecendo mais? Porque as pessoas estão nas nossas UPAs. Salvador tinha apenas uma UPA. Agora, tem dez. Sem se falar que Salvador não tinha o Hospital Municipal. Estamos indo pro terceiro”, declarou o prefeito.
Foto: Carolina Papa



