O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, registrou deflação de 0,17% na Região Metropolitana de Salvador (RMS) em novembro de 2023. Foi a primeira queda média de preços para um mês de novembro na RMS em cinco anos.
A deflação foi resultado de quedas médias dos preços em 6 dos 9 grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA. Os recuos mais intensos vieram dos artigos de residência (-0,99%) e da comunicação (-0,67%).
As quedas que mais puxaram o IPCA da RMS para baixo foram as verificadas em transportes (-0,41%) e saúde e cuidados pessoais (-0,36%).
Em transportes, os combustíveis (-3,57%) tiveram a influência mais significativa, sobretudo a gasolina (-3,60%), que individualmente mais contribuiu para a queda média do custo de vida na RMS. O diesel (-5,00%) e o etanol (-1,68%) também recuaram, e foi importante, ainda, a retração verificada no preço dos consertos de automóveis (-0,95%).
Mesmo com essas quedas relevantes, o grupo transporte também teve os aumentos que mais contribuíram para segurar a deflação e puxar o IPCA da RMS para cima: passagens aéreas (13,23%) e ônibus urbanos (3,52%).
Entre as despesas do grupo saúde e cuidados pessoais, o perfume (-3,57%) teve a deflação mais relevante, seguido pelos produtos para cabelo (-4,51%). Por outro lado, os planos de saúde (0,78%) seguiram em alta e foram uma das principais pressões inflacionárias do mês.
Voltando a apresentar deflação (-0,12%), os alimentos também ajudaram a segurar o IPCA de novembro na RMS, sobretudo por conta das quedas no tomate (-16,58%), do leite longa vida (-4,27%) e da cenoura (-14,73%).
Mas alguns itens importantes no dia a dia, como a cebola (21,31%), as carnes em geral (1,12%) e o arroz (3,77%) tiveram altas relevantes.
Dentre os três grupos com aumentos no IPCA de novembro, na RMS, o mais importante foi o das despesas pessoais (0,53%) puxado, sobretudo, pela hospedagem (4,13%). Em seguida veio habitação (0,03%), onde o gás de botijão (1,48%) exerceu a principal pressão de alta.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo



