A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) a abertura formal de um processo de impeachment contra o presidente democrata Joe Biden. A votação foi apertada, com 221 votos a favor e 212 contra.
Os republicanos acusam Biden de usar sua influência quando era vice-presidente de Barack Obama, entre 2009 e 2017, para permitir que seu filho, Hunter Biden, fizesse negócios na China e Ucrânia, lucrando indevidamente.
A Casa Branca negou as acusações e disse que o inquérito é infundado e tem motivação política.
O processo de impeachment agora segue para o Senado, onde será analisado por uma comissão especial. Se a comissão recomendar a condenação de Biden, o Senado realizará um julgamento, no qual os senadores votarão pela sua permanência ou destituição do cargo.
Para ser destituído, Biden precisaria ser condenado por dois terços do Senado, ou seja, por 67 dos 100 senadores.
Processo de impeachment nos EUA
O processo de impeachment nos Estados Unidos é previsto na Constituição do país. Ele pode ser iniciado pela Câmara dos Deputados, que vota por maioria simples para abrir uma investigação. Se a investigação encontrar indícios de crime, a Câmara pode votar por maioria simples para acusar o presidente de impeachment.
Se a Câmara aprovar as acusações, o processo segue para o Senado, que realiza um julgamento. No julgamento, os senadores votam pela condenação ou absolvição do presidente. Para ser condenado, o presidente precisaria ser votado pelo menos por dois terços do Senado.
Até hoje, nenhum presidente dos Estados Unidos foi destituído. Três presidentes foram indiciados por impeachment: Andrew Johnson em 1868, Bill Clinton em 1998 e Donald Trump em 2019 e 2021. No entanto, todos eles foram absolvidos pelo Senado.



