O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, revogou a aposentadoria do delegado da Polícia Federal (PF) Daniel Leite Brandão, após sua prisão por participação em uma quadrilha que manipulou mais de 400 inquéritos em troca de propina.
Conforme as investigações da PF, o grupo interferia em inquéritos relacionados a quantias vultosas da Previdência Social e do Tesouro Nacional. O Ministério Público Federal afirmou que Brandão ordenou a seus subordinados consultas irregulares a dados de 300 pessoas, posteriormente vendidos a empresários ligados ao esquema.
Relatos indicam que o grupo direcionava investigações sobre não pagamento de contribuições previdenciárias por empresas para outros delegados envolvidos nos desvios, desviando o controle desses processos.
Na ocasião, Brandão liderava o Núcleo de Operações e ocupava interinamente a chefia da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários da PF no Rio de Janeiro.
A partir desse ponto, membros da quadrilha, incluindo policiais, advogados e funcionários do INSS, passavam a solicitar subornos para cessar investigações sobre empresas suspeitas de fraudar a Previdência e sonegar impostos.
A Justiça Federal apontou que os envolvidos passavam a realizar “acordos com os investigados, através de investigações negligentes, diligências arrastadas, apurações propositalmente deficientes ou mesmo solicitações de arquivamento”.



