Após ceder o empate no clássico BA-VI, domingo passado, o Vitória foca agora no próximo compromisso pelo Brasileirão da Série A. No último domingo do mês de abril, dia 28, o time rubro-negro fará seu primeiro jogo fora de casa na competição diante do Cruzeiro, às 16 horas (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte.
Ao final do clássico de domingo passado, após receber os parabéns pelo aniversário de 46 anos de idade, o técnico Léo Condé projetou o duelo com os mineiros, que foram derrotados na terceira rodada
“Um jogo difícil, um adversário qualificado, teve a mudança de treinador agora, perdeu o clássico (diante do Atlético, por 3 a 0). Mas a gente sabe que eles fizeram bons jogos nas duas primeiras rodadas. Agora temos a semana cheia para ir avaliando o que fez de certo e errado nessa partida (o BA-VI), o que projetar de correção para a próxima, fazer a análise do adversário. Campeonato Brasileiro são todos os jogos difíceis, mas a gente sabe da nossa força e do lado de lá também eles terão preocupação com o Vitória”, disse.
Com uma derrota diante do Palmeiras na estreia e o empate no clássico, o Vitória, com um jogo a menos, segue sem vencer neste início de Brasileiro. Situação incomoda, mas aceitável.
“É claro que a gente quer sempre vencer. Mas é um campeonato muito difícil, equilibrado. A gente pode sair contra o Cruzeiro, domingo, e buscar pontos fora. Acho que lá para a 12ª rodada começa a desenhar alguma coisa no campeonato. É lógico que a gente tem sempre que fazer bem o dever de casa porque é de suma importância numa competição tão difícil”, afirma o comandante rubro-negro.
Sobre o jogo de domingo, Léo comentou que foi cheio de alternâncias e lamentou o Vitória ter cedido o empate em pouco mais de três minutos após abrir 2 a 0 no placar.
“Mais um grande clássico, um jogo bem jogado entre duas equipes que tem a vocação pelo gol, que sempre busca o gol de maneira diferente, e proporcionaram mais um grande espetáculo. O início do jogo foi bastante equilibrado. Depois tivemos 15 minutos onde fomos melhores, conseguimos fazer o gol e exigimos em dois lances duas boas defesas do goleiro adversário. Mas dos 10, 15 minutos finais do primeiro tempo sentimos dificuldade. A equipe deles subiu um pouco as linhas de marcação, ficaram próximos da nossa área e foram criando várias situações. A gente entendeu no intervalo que era hora de modificar um pouco a nossa estrutura, sair de um losango de meio e colocar três homens de frente. Colocamos o Mateus (Gonçalves). No segundo tempo, a gente voltou muito forte, criando inúmeras situações de gols, não conseguindo deixar o Bahia sair do seu campo de defesa. Durante uns 20 minutos mais ou menos essa foi a tônica do jogo. A gente conseguiu fazer o segundo gol. Depois, a gente teve cinco minutos de desatenção total e sofremos o empate. Ao final, o jogo ficou cheio de alternâncias novamente. Eles tentando o gol, a gente contra-atacando, qualquer um podia ter feito o terceiro gol. De um modo geral lamentamos muito pelo resultado, até por ter feito 2 a 0. Fica aquele gostinho que deixou escapar. Mas, ao mesmo tempo, sabendo da grandeza do jogo, do adversário que a gente enfrentou, é um resultado que pode ocorrer nesse tipo de partida”.



