O Brasil bateu recorde de mortes por dengue em 2023, com 1.079 óbitos registrados até 27 de dezembro. O número é superior ao recorde anterior, de 1.053 mortes, registrado em 2022.
Os dados são do Ministério da Saúde, que divulgou a informação nesta quarta-feira (27). O órgão também informou que, com a previsão de aumento de casos, cerca de 11,7 mil profissionais de saúde foram capacitados em 2023 para manejo clínico, vigilância e controle de arboviroses, que são infecções causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos.
“O Ministério da Saúde vai investir R$ 256 milhões no fortalecimento da vigilância das arboviroses. O momento é de intensificar os esforços e as medidas de prevenção por parte de todos para reduzir a transmissão das doenças. Para evitar o agravamento dos casos, a população deve buscar o serviço de saúde mais próximo ao apresentar os primeiros sintomas”, diz uma nota do ministério.
Ainda segundo o ministério, a vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) no último dia 21. No entanto, ela não será utilizada em larga escala em um primeiro momento, já que o laboratório fabricante, Takeda, afirmou que tem uma capacidade restrita de fornecimento de doses. A vacinação será focada em público e regiões prioritárias, com definição de estratégias de utilização das doses disponíveis previstas para ocorrer nas primeiras semanas de janeiro.
Medidas de prevenção
Para evitar a dengue, é importante adotar medidas de prevenção, como:
- Eliminar os focos de água parada, onde os mosquitos se proliferam.
- Usar repelentes e roupas compridas ao ar livre, principalmente durante o dia.
- Instalar telas nas janelas e portas.
- Manter o quintal limpo e livre de entulhos.
Sinais e sintomas
Os sintomas da dengue costumam aparecer de 4 a 7 dias após a picada do mosquito Aedes aegypti. Os mais comuns são:
- Febre alta
- Dor de cabeça
- Dor no corpo
- Dor atrás dos olhos
- Náuseas e vômitos
- Manchas vermelhas na pele
Em casos graves, a dengue pode levar a complicações, como sangramento, hemorragia interna e choque.
Foto: Reprodução / SES



