A Câmara dos Deputados inaugura, na próxima segunda-feira (8), uma exposição para marcar o primeiro ano dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. A mostra é composta por fotos do dia da invasão e pela exposição de objetos danificados pelos golpistas.
As fotos mostram a destruição interna do prédio da Câmara dos Deputados, com móveis quebrados, vidros estilhaçados e paredes pichadas. Também mostram a invasão do Congresso Nacional pelos manifestantes, que marcharam pela Esplanada dos Ministérios pedindo a anulação da eleição presidencial de 2022 por meio de um golpe militar.
Além das fotos, a exposição apresenta objetos restaurados, como os azulejos do painel Ventania, de Athos Bulcão, e oito presentes protocolares recebidos de países estrangeiros. Os objetos foram danificados pelos manifestantes e passaram por um processo de restauração.
O catálogo da exposição explica o contexto daquelas manifestações afirmando que o “objetivo último era a deposição do Presidente que havia iniciado o mandato na semana anterior, o fechamento do Congresso Nacional e a tomada do poder, contando com suposto apoio militar”.
“Restaram, na esteira dos fatos ocorridos, a reconstrução dos danos físicos, a restauração das obras artísticas profanadas e a restituição simbólica dos valores da democracia, da convivência entre diferentes e opostos”, destaca o catálogo.
Os objetos danificados e restaurados pela Coordenação de Preservação de Conteúdos Informacionais (Cobec) da Câmara serão apresentados como testemunhas da história recente do Brasil. A ideia é mostrar que, assim como os seres vivos, os objetos também carregam em si os sinais da passagem do tempo, e dos traumas.
A exposição ficará aberta ao público até o dia 29 de janeiro.



