A proposta de desapropriação de um espaço na Avenida Luís Viana Filho, visando a construção de um novo cemitério municipal, provavelmente suscitará debates adicionais. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, em entrevista ao Bahia Notícias, enfatizou a necessidade de estudos cautelosos sobre a medida.
Ele ressaltou a importância de avaliar se a comunidade do Bairro da Paz realmente deseja um cemitério próximo e mencionou a resistência observada em Mussurunga quando houve a sugestão de abrir um cemitério durante a pandemia. Bruno Reis afirmou que a desapropriação é uma atribuição do executivo, expressando surpresa quanto à possível aprovação pela Câmara de um ato de desapropriação.
Além disso, destacou que o projeto, proposto pelo vereador Maurício Trindade e indicando uma área abandonada de 173.510,75 m², demanda uma análise detalhada. O prefeito ressaltou a necessidade de verificar a viabilidade e a prioridade desse empreendimento para a cidade, considerando a cautela exigida ao lidar com a desapropriação de áreas privadas que podem ser utilizadas para gerar receitas e empregos.
O vereador Maurício Trindade, no Projeto de Lei 317, justifica a instalação do novo cemitério como uma maneira de suprir a falta desse serviço para a população carente. Ele destaca a localização ao lado do Parque de Exposições de Salvador e reforça a carência de infraestrutura para a comunidade do Bairro da Paz.
A ideia de transformar essa área em um cemitério já tem uma história de disputa judicial em 2012, quando uma empresa reivindicava a posse do terreno para o mesmo propósito. Agora, mais de uma década depois, a Câmara de Salvador retoma as discussões para decidir sobre a aprovação desse projeto.



