O Ministério da Defesa afirmou, em comunicado nesta quarta-feira (29), que o Brasil reforçou a presença militar na região Norte devido à escalada de tensões entre Venezuela e Guiana. A disputa pela região de Essequibo, que remonta a 1899, ganhou destaque com o anúncio do presidente Nicolás Maduro sobre um referendo no domingo (3), onde a população decidirá se o território será anexado.
“O Ministério da Defesa está monitorando a situação. As operações defensivas foram ampliadas na região fronteiriça do Norte do país, resultando em maior presença militar”, afirmou o órgão sob a liderança de José Múcio. O reforço foi concentrado em Pacaraima, em Roraima, cidade fronteiriça com a Venezuela e principal rota de entrada para cidadãos que fogem da crise econômica no país vizinho.
As tensões entre os países se agravaram após a descoberta de reservas de petróleo por uma empresa americana, a ExxonMobil, em 2015. Essequibo abrange uma área de 160 mil km², representando dois terços da Guiana, ou seja, 74% de seu território. A Guiana reivindica a propriedade com base em um laudo arbitral em Paris de 1899.
Por outro lado, a Venezuela menciona o Acordo de Genebra de 1966, firmado com o Reino Unido. Apesar de sustentar sua posição com esse acordo, o documento não afirma que a região pertence ao país atualmente governado por Maduro, mas sim que houve um reconhecimento da demanda e negociação sobre os limites territoriais.



