Em 2023, os brasileiros retiraram R$ 87,8 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança. Esse foi o segundo maior resgate líquido da história, atrás apenas de 2022, quando o saldo negativo foi de R$ 103,2 bilhões.
A captação líquida da poupança foi negativa em 11 dos 12 meses do ano, com exceção de dezembro, quando houve uma entrada líquida de R$ 13,77 bilhões. O resultado positivo no último mês do ano foi influenciado pelo pagamento do 13º salário.
No acumulado do ano, as retiradas totalizaram R$ 3,92 trilhões, enquanto os depósitos somaram R$ 3,83 trilhões.
O fluxo de recursos na poupança passou a acumular retiradas significativas desde 2021, quando o poder de compra do brasileiro caiu diante de uma inflação de dois dígitos e de um intenso choque de juros.
O cenário econômico ainda é de juros elevados, apesar da redução da taxa básica (Selic), fixada em 11,75% ao ano depois da redução de 2 pontos percentuais no acumulado em quatro quedas consecutivas.
Atualmente, a caderneta de poupança rende 0,50% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais a TR (taxa referencial), o que deixa a remuneração mais baixa do que outros investimentos de renda fixa.
Em dezembro, o estoque (volume total aplicado) ficou em R$ 983 bilhões, ante R$ 963,9 bilhões no mês anterior.



