O pré-candidato do PSD à presidência da Câmara dos Deputados, Antônio Brito, vem apostando em dois argumentos fortes para convencer a bancada governista da sua eleição: a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a representatividade negra.
Em conversas com deputados do PT, Brito ressalta que foi o único entre os demais pré-candidatos que votou contra o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Ele lembra que Elmar Nascimento (União-BA), por exemplo, votou favorável. Já Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL) não eram deputados, mas suas siglas apoiaram majoritariamente o impeachment.
Com esse argumento, o líder do PSD de Gilberto Kassab se vende como uma espécie de “escudo” contra pedidos de impeachment de Lula, mesmo se lideranças do chamado “Centrão” tentarem derrubar o petista do cargo.
Além disso, nas conversas com governistas, Brito também indica que o apoio do governo a sua eleição pode ser um sinal para a militância ligada às pautas identitárias, insatisfeitas com Lula após as recentes escolhas do presidente ao STF.
O líder do PSD ressalta que, se eleito em 2025, ele seria o primeiro negro a comandar a Câmara dos Deputados. Lira se declara como pardo, mas chegou a se auto-afirmar como branco em 2014.



