O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, em 17 de dezembro, um pedido da defesa do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, para revogar sua prisão preventiva.
Vasques é suspeito de ordenar bloqueios de estradas por meio de blitze durante as eleições de 2022. A defesa do ex-diretor argumentou que ele não oferece riscos às investigações, por já estar aposentado, e estar com problemas de saúde.
No entanto, Moraes afirmou que continuam presentes os requisitos para prisão preventiva previstos no Código de Processo Penal.
Ao determinar a prisão do ex-diretor-geral da PRF, em agosto, Moraes alegou que duas pessoas que ocupavam cargos de chefia na corporação na época dos fatos, indicadas por Vasques, aparentemente faltaram com a verdade ao prestar depoimento, o que indicaria a presença de “temor reverencial”.
“A efetividade das inúmeras e necessárias oitivas de agentes da Polícia Rodoviária Federal sobre eventual determinação de Silvinei Vasques, então Diretor-Geral da PRF, para realização de ‘policiamento direcionado’, pode ser prejudicada pela manutenção da liberdade do investigado”, escreveu Moraes.
A decisão é sigilosa.



