O parlamentar petista articulou apoios importantes na última semana e já soma 34 promessas de voto na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), número superior ao mínimo necessário para ser eleito.
Rangel já tem os apoios declarados de seu próprio partido, o PT, com nove deputados estaduais; do PSD, que também tem nove parlamentares; e das bancadas conhecidas como G+ e G8, cada uma com oito parlamentares cada. Se ele tiver 32 desses 34 votos em potencial, o petista certamente será eleito para o TCM.
A eleição de Rangel, no entanto, não é garantida. Tradicionalmente, as votações para o TCM são secretas, o que pode favorecer as famosas “traições”.
A articulação de Rangel tende a frustrar os planos de outros parlamentares da base do governo Jerônimo Rodrigues (PT). São os casos dos deputados estaduais Roberto Carlos (PV) e Fabrício Falcão (PCdoB).
Nas últimas escolhas para o TCM, quadros políticos ligados ao PT já haviam sido alçados à Corte de Contas. Foram os casos do ex-deputado federal Nelson Pelegrino, diversas vezes candidato petista à prefeitura de Salvador, e da ex-primeira-dama Aline Peixoto, esposa do ministro Rui Costa (PT). Em ambas as oportunidades, Fabrício havia manifestado interesse no posto.
O outro candidato com promessas de voto é Marcelo Nilo (Republicanos), ex-presidente da Alba, e que tem bom trânsito com parlamentares de todos os grupos políticos. Ele, entretanto, é visto como “candidato da oposição”, que tem prometido entregar seus 20 votos ao aliado, número insuficiente para uma vitória.
Nos bastidores, porém, a oposição não descarta abrir mão do apoio a Nilo para se juntar a Fabrício Falcão, caso ele deseje se rebelar na base do governo e lançar uma candidatura independente.
Suplência
Com uma provável eleição de Paulo Rangel ao TCM — ou mesmo de Fabrício Falcão ou Roberto Carlos —, deve retornar à Alba o ex-deputado estadual Marcelino Galo (PT), primeiro suplente da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Marcelino foi um dos deputados da legislatura anterior que não obteve sucesso em sua tentativa de reeleição. Quadro histórico do PT, ele é bastante querido por parlamentares da Casa, especialmente os aliados de esquerda.



