Após a aprovação da indicação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ao Supremo Tribunal Federal (STF), pelo relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o Planalto e a ala governista da Casa correm para evitar que a oposição tenha tempo de se articular e garantir uma derrota do maranhense em plenário.
A ideia é garantir uma votação incontestável, na próxima quarta-feira (13), semelhante à que ocorreu com a indicação do advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cristiano Zanin, ao Supremo.
Em junho deste ano, Zanin obteve, no plenário do Senado, 58 votos a favor e 18 contrários, apenas 20 dias depois de ter sido escolhido pelo petista para o cargo. Na CCJ, foram 21 votos favoráveis contra 5.
No caso de Dino, após a leitura do relatório, Alcolumbre concedeu vista coletiva de uma semana para que os parlamentares do colegiado o analisem. O parecer da CCJ quanto aos nomes é no mesmo dia da votação em plenário. São necessários pelo menos 14 dos 27 votos do colegiado para que o nome seja aprovado.
Com o aval da CCJ, o nome do indicado precisa passar pelo aval do plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos dos 81 parlamentares para que seja confirmado.
A expectativa do Planalto é que Dino consiga entre 50 e 55 votos no plenário, o que garantiria sua aprovação com folga. Para isso, o ministro tem se esforçado para convencer até mesmo senadores da oposição a lhe assegurarem o voto.
Os articuladores políticos alinhados ao governo se movimentam para cobrar que legendas com espaço na Esplanada dos Ministérios garantam votos que deem tranquilidade suficiente para Dino chegar sem surpresas ao STF.
Em público, o ministro esbanja confiança. No último dia 29 de novembro, durante a série de visitas que tem feito a parlamentares em busca de apoio pela indicação ao STF, ele disse já ter votos “suficientes” para que sua indicação ao Supremo seja chancelada.



