No dia anterior ao recesso do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli decidiu manter sob sua responsabilidade, durante o plantão, o processo sobre as conversas de procuradores da Lava Jato acessadas por hackers.
Em duas decisões relacionadas à Operação Spoofing, Toffoli anulou, na terça-feira (19), todos os atos praticados contra o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) no âmbito da Lava Jato ou de outras operações da força-tarefa.
No dia seguinte, na quarta-feira (20), o ministro suspendeu o pagamento de uma multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à J&F, grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista, no acordo de leniência. Na mesma decisão, Toffoli autorizou a J&F a ter acesso à íntegra das mensagens da Spoofing.
A decisão sobre a J&F surpreendeu por dois motivos: primeiro, por atrelar o caso ao da Spoofing, que investiga hackers que acessaram dados de autoridades; segundo, porque a mulher de Toffoli, Roberta Rangel, é advogada do grupo dos Batista.



