Após a eliminação na Copa do Mundo de 2022, a seleção brasileira vive um momento de incertezas. O técnico Tite deixou o cargo e a CBF não conseguiu contratar um substituto definitivo. O atual treinador, Fernando Diniz, divide as atenções com o Fluminense e o Brasil tem um aproveitamento ruim nas Eliminatórias para a Copa de 2026.
A CBF sempre buscou contratar Carlo Ancelotti, que tem contrato com o Real Madrid até junho de 2024. No entanto, o técnico italiano nunca confirmou publicamente que irá assumir a seleção brasileira.
Ednaldo Rodrigues, que foi deposto da presidência da CBF, foi o responsável por contratar Diniz. O treinador chegou ao comando da seleção após três amistosos sob o comando do interino Ramon Menezes.
Em campo, o Brasil terminou o ano de 2023 em sexto lugar nas Eliminatórias para a Copa de 2026. A seleção venceu Bolívia e Peru, empatou com a Venezuela e perdeu para Uruguai, Colômbia e Argentina.
A seleção brasileira tentou apresentar uma nova forma de jogar, motivada pelas ideias de Diniz. No entanto, a falta de treinos foi um problema e o time perdeu a consistência.
Além disso, Neymar se machucou e ficará fora por pelo menos nove meses. Nomes como Vini Jr e Rodrygo não conseguiram fazer a diferença, no geral. Os problemas na engrenagem também atrapalharam os novatos, como Endrick.
A crise na seleção foi a brecha usada pela oposição para criar um movimento mais robusto contra Ednaldo. Na Justiça, veio a decisão que os adversários do dirigente queriam: a eleição dele foi invalidada.
Agora, Ednaldo luta para ver se ainda tem viabilidade política a ponto de conseguir lançar candidatura na eleição que deve ocorrer em janeiro. A questão é que o movimento mais recente dele mostra enfraquecimento da articulação, tanto que sinalizou aceitar ser vice-presidente de uma chapa que pode ser encabeçada por Gustavo Feijó ou Flávio Zveiter.
Feijó foi vice da CBF na gestão passada, ao lado de Ednaldo, e era quem fazia a interface com a seleção. Já Zveiter foi vice-presidente de projetos especiais da CBF, também na gestão Ednaldo, mas pediu demissão por entender que o cartola não levava suas ideias adiante.
Até as novas eleições, a CBF está sob a presidência de José Perdiz, que se licenciou do comando do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Ele já disse que não tomará decisões desportivas drásticas.


