O presidente da Fundação Palmares, João Jorge, disse na noite deste sábado (10), durante a saída do Ilê Ayiê, na Senzala do Barro Preto, que pretende levar a experiência como ex-gestor do Olodum para seu cargo atual. Ele afirmou ainda que encontrou a fundação destruída moralmente, eticamente, e culturalmente pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Em um ano, nós reconhecemos que fizemos o que podíamos para recuperar. Primeiro, dignidade, identidade, revogamos várias medidas, estamos instalados numa casa nova, que nunca teve em Brasília. Estamos acompanhando os casos de agressões às comunidades quilombolas, fazendo parcerias com as embaixadas africanas”, enumerou em entrevista ao bahia.ba.
“A Palmares vai apoiar a cultura afro-brsileira. Temos a ministra da Cultura, mulher negra, cantora, compositora, mulher nordestina, e o presidente da Palmares, que vem dos blocos afro, cultura inovadora, colorida, conexão poderosa com a Africa. Lembrando que a fundação tem que tratar de 27 estado, vários lugares que ainda não tiveram a interface com a Palmares. A ideia é crescer. A ideia é levar a expertise que tivemos no Olodum para a Palmares”, completou João Jorge.
Por Jamile Amine/Matheus Morais-bahia.ba



