O deputado estadual Luciano Simões (União Brasil), presidente do partido em Salvador, confirmou o apoio da oposição à reeleição de Adolfo Menezes. Segundo ele, a decisão foi tomada para “fazer um inferno do governo”.
“A decisão da gente como bancada de oposição foi muito mais a decisão tomada para fazer um inferno do governo que qualquer outra coisa. Tem figuras que já se apresentam na Assembleia como pré-candidatos, que é o deputado líder do governo, Rosemberg Pinto, a deputada estadual do PSD, Ivana Bastos. Então, quanto mais confusão para o lado de lá, para a gente, melhor”, disse Simões.
O deputado afirmou que a base do governo está dividida entre os pré-candidatos Rosemberg Pinto e Ivana Bastos. “O deputado Rosemberg Pinto perdeu a estribeira no dia que começou a angariar assinaturas das PECs, o que para a gente foi uma maravilha. Quanto mais eles baterem cabeça, quanto mais eles não se entenderem, melhor, a gente está aqui de camarote”, pontuou.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permitiria o terceiro mandato de Adolfo Menezes já tem cerca de 50 assinaturas, contando com deputados governistas e de oposição. A votação da PEC está prevista para o início de 2025.
A decisão da oposição de apoiar Adolfo Menezes é uma estratégia para causar confusão na base do governo. A oposição sabe que a reeleição de Adolfo Menezes é uma vitória para o governo, mas espera que a divisão na base do governo possa enfraquecê-lo.
A PEC que permitiria o terceiro mandato de Adolfo Menezes é polêmica e pode ser barrada no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a oposição está disposta a correr o risco para causar confusão na base do governo.



