Em sabatina realizada nesta quarta-feira (13), no Senado Federal, o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro pediu ao recém aprovado para o Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino (PSB), que retire a representação criminal que ingressou contra seis parlamentares de oposição, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Moro lembrou que as postagens que levaram Dino a representar os parlamentares foram feitas nas redes sociais e que, na sua opinião, não configuram crime contra a honra. Ele também ressaltou que a imunidade parlamentar é sagrada e que, como parlamentar, ele mesmo nunca processou outro parlamentar por esse motivo.
“Vossa Excelência já representou criminalmente parlamentares, mas vossa excelência disse que pretende vestir a toga e assumir uma postura mais conciliatória. Faria aqui uma sugestão, que desistisse dessa representação, de crimes contra a honra, contra colegas aqui do parlamento. Tem o direito de se sentir ofendido. Eu fui ofendido a muito tempo, mas eu nunca processei um parlamentar porque eu acho que a imunidade parlamentar é sagrada. E agora como parlamentar eu vejo isso ainda como mais importante”, disse Moro.
“Então faço essa sugestão e Vossa Excelência não precisa fazer isso formalmente, pode fazer aqui uma renúncia desse direito de representação para que joguemos uma pá de cal nesse assunto e possamos olhar adiante”, sugeriu.
A representação foi proposta no âmbito do Inquérito nº 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News (notícias falsas), que tramita na Suprema Corte sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.



