Diretamente de Itapuã, o maior balé afro do mundo subiu no Super Trio do festival. Durante a troca de atrações no palco, ali, próximo à roda gigante é um dos lugares onde a festa continua acontecendo. “Vim pelo Male. É tudo de bom. Descreve toda nossa africanidade, o nosso povo negro. E a gente acompanha o Male onde ele for”, diz a artesã Aidil de Almeida. Logo após a apresentação do Olodum, o Male começou a tocar e também a dançar. A rainha do Male 2023, Lorena Bispo, comemorou a visibilidade que os bloco afro ganhou esse ano. Para o Carnaval de 2024, o bloco afro vai homenagear o Nordeste com o tema ‘O que é que o Nordeste tem’.

“Esse ano de fato, a gente conseguiu ter o reconhecimento da nossa identidade, da nossa cultura. Existimos e resistimos o ano inteiro. A gente teve uma maior ocupação de espaço. Fazendo um trabalho todo ano para que a gente esteja presente. E que não só em 2023 a gente tenha essa visibilidade, esse reconhecimento. Eu entendo que sim, a nossa ancestralidade vem sendo representada de uma maneira expressiva e gritante”, afirmou.

Por Priscila Natividade/Correio24horas



