O senador Jaques Wagner (PT), atual líder do governo Lula no Senado, está prestes a desempenhar um papel inesperado ao colaborar com a oposição na Casa nas próximas semanas. Ele é o principal candidato para relatar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por senadores bolsonaristas, propondo estabelecer um piso de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o orçamento do Ministério da Defesa. Essa informação foi divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do site “Metrópoles”.
O fato de Wagner ser considerado para a função de relator foi bem recebido pelo ministro da Defesa, José Múcio, que se reuniu em um almoço na quinta-feira (23) com o líder do PL no Senado, Carlos Portinho, para discutir a proposta.
A fim de evitar a percepção de que a PEC é exclusivamente uma iniciativa da oposição, foi acordado que o relator será indicado pelo Planalto. Com essa estratégia, o governo expressaria seu apoio à proposta, mesmo que tenha sido apresentada pelo líder do PL.
Jaques Wagner é reconhecido por sua habilidade em transitar entre diferentes grupos políticos e mantém proximidade com a temática, tendo ocupado o cargo de ministro da Defesa durante o governo de Dilma Rousseff.
Recentemente, na quarta-feira (22), ao votar a favor da PEC que limita as decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF), o líder do governo causou desconforto entre petistas e ministros de Lula, uma vez que essa pauta foi impulsionada por apoiadores do presidente Bolsonaro no Senado.



