Estratégias de combate ao bullyng e à violência na escola são apresentados em live promovida pela SEC

Na manhã desta segunda-feira (7), a Secretaria da Educação do Estado, por meio do Programa de Atenção e Valorização à Saúde do Professor (PASVAP), promoveu a live “Combate ao bullying e à violência na escola”, transmitida pelo Canal do YouTube do Instituto Anísio Teixeira – IAT. Com o objetivo de compartilhar e debater estratégias de promoção da cultura da paz no ambiente escolar, a atividade contou com as participações da superintendente de Recursos Humanos da Secretaria da Educação do Estado (SEC), Rosário Muricy, e do médico psicoterapeuta e palestrante Felzi Milani, entre outros.

Instituído pela Lei nº 13.277, de 29 de abril de 2016, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado neste 7 de abril, tem a proposta de reforçar ações de conscientização da sociedade sobre a importância da promoção da cultura da paz. Nesse sentido, a superintendente de Recursos Humanos da SEC, Rosário Muricy, destacou o trabalho realizado pelo (PASVAP) e a importância da parceria entre educadores, comunidade escolar e demais instituições públicas para promover o ambiente escolar saudável e seguro. “A gente realiza ações nas escolas a todo o momento, a cada dia, trazendo ideias, fazendo rodas de conversa, trazendo a família e inserindo a comunidade, para que possamos avançar nesse tabu e deter a violência. Nós estamos aqui com pessoas extremamente importantes e estratégicas e precisamos reforçar ações desmobilizadoras da violência, porque essa violência causa dor e questões profundas e precisamos prevenir”.

O médico psicoterapeuta e professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB),  Felzi Milani, em sua palestra, sugeriu uma nova abordagem ao assunto, olhando os dados e reconhecendo que o bullyng e a violência não começam na escola, mas possuem múltiplas causas e, por isso, precisam ser combatidos de diversas maneiras. “Nós falamos, ao longo dos anos e das décadas, mais do que a gente não quer que aconteça do que o que a gente quer. A criança não tem como obedecer a orientação do que não fazer. Os esforços da questão da violência na escola precisam ter um foco na cultura da paz, na gentileza, na resolução de conflitos. Esse enfoque naquilo que deseja é muito mais empoderador”, explicou.

Durante a palestra, Milani apresentou estratégias para combater o bullyng nas escolas, entre elas o ensino de prática de autocuidado; a construção de pactos de convivência em sala de aula; a capacitação de estudantes como mediadores de conflito entre os pares; a formação docente para prevenir e lidar com a indisciplina em sala de aula; os jogos cooperativos; a oferta de projetos de serviço à comunidade que engajem os jovens a atuarem junto à sua comunidade; o destaque de histórias de lideranças inspiradoras; a comunicação não violenta; a aproximação da família das atividades escolares; o embelezamento do espaço escolar de forma a torná-lo mais acolhedor; o incentivo à expressão artística e cultural no ambiente escolar; e o encorajamento da definição do projeto de vida de forma multidimensional.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação do Ministério Público da Bahia, Adriano Marques, falou do trabalho realizado pela instituição para instrumentalizar as escolas com informações e orientações de combate ao bullyng, destacando o projeto “Seja brodher”, como uma das estratégias de restauração da paz nas escolas e reforçando que as ações precisam ser integradas. “Nós temos que combater a exclusão social incluindo e agregando essa pessoa a essa pequena sociedade, que é a escola, para que ela seja, também, incluída na sociedade como um todo. A gente se completa com o outro e quando a gente inclui agrega e acolhe, a gente não está apenas entregando um pouco da gente. A gente ganha um pouco do outro pra gente”.

A live foi mediada pela assistente social Beatriz Portela e contou, também, com as participações da coordenadora da Defensoria Pública Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria Carmen de Albuquerque; do representante da Ordem dos Advogados da Bahia, Marcus Magalhães; do cabo da Polícia Militar, Nei Cleber; da psicóloga Gilnair dos Santos; e do coordenador de Estudos e Experimentações Educacionais do IAT, Rogério Lima de Jesus, que apresentou dados relatório da Unesco, destacando que um em cada três estudantes foram vítimas de bullyng e como isso repercute no aprendizado e no abandono escolar.

Fonte: Ascom/SEC

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