O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), denunciou nesta segunda-feira (20) o modo como a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) tem administrado o sistema de regulação de pacientes.
De acordo com Sanches, a Sesab tem adotado uma prática que projeta uma demonstração artificial de agilidade nos atendimentos, mas que não se confirma na prática.
O deputado cita o caso de pacientes com fratura de bacia ou acetábulo, que aguardam transferência para fazer exames e procedimento cirúrgico em hospital especializado. Esses pacientes são colocados na tela da regulação para fazer uma tomografia, por exemplo, e em seguida são retirados da fila. Depois, eles retornam à UPA ou unidade de origem e precisam entrar novamente na regulação para ser operados.
“Mas por que é feito dessa forma? Para contabilizar a estatística de menos dias para ser transferido. Mas não estamos falando de estatística, e sim da vida das pessoas, do aumento de morbidade e do sofrimento que esse processo causa”, relatou Alan Sanches.
“Isso é um martírio, vocês não imaginam a dor de um paciente com fratura. O que estão fazendo com esses pacientes, em nome da estatística, é um absurdo. É um processo muito doloroso”, continuou.
Em outras situações, Alan pontua que a falta de exames e dados pessoais incompletos fazem os pacientes terem os nomes retirados da tela da regulação, sem que o atendimento que precisam tenha sido efetivamente concluído. O líder da oposição afirmou que não descarta levar o caso ao Ministério Público da Bahia.
“Parece que quem está na regulação às vezes esquece que é médico, que é enfermeira e perde a sensibilidade com o ser humano. É um tratamento que precisa ser revisto urgentemente”, frisou.
Alan Sanches cobrou ainda que a titular da Sesab preste esclarecimento sobre o tema na Assembleia Legislativa.
“Precisamos trazer a secretária de Saúde aqui para que a gente possa entender por que tantas pessoas continuam sofrendo com a fila da morte. Dizer que se faz a regulação de um paciente entre 24 e 48 horas é uma mentira deslavada. Porque a fila da regulação continua sendo a fila da tortura, sem saúde e uma fila da morte”, completou Sanches.



