Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Thiago Carpini reconheceu que o Vitória não foi bem no clássico e ao mesmo tempo mostra indignação com a decisão do árbitro gaúcho Rafael Rodrigo Klein que viu Everton Ribeiro agredir a Neris com uma cabeçada e fez vistas grossas. O VAR também não entrou em ação.
“Talvez se tivesse tido um peteleco (na semifinal, o jogador da Jacuipense deu um peteleco no do Bahia e foi expulso), ele teria expulsado, mas a cabeça não. É difícil entender os critérios. Ele parou para analisar e não foi olhar. Estava 1 a 0, naquele momento o Vitória entrando na partida. A gente ficaria com um jogador a mais. E também é um jogador importante que não jogaria o próximo jogo. Então faz diferença. Não é desculpa, eu falei da minha responsabilidade do que aconteceu (resultado)”.
Carpini confessa que o gol aos 6 minutos do clássico desmontou a estratégia que havia traçado.
“Da maneira como as coisas se desenharam, sofrer um gol com seis minutos, fica difícil de seguir qualquer estratégia. O Bahia teve o volume e o controle do jogo, mas em alguns momentos nós também tivemos. Fato é que não fizemos um jogo bom, principalmente no aspecto ofensivo, onde temos criado muito pouco. O jogador que mais tem característica de enfrentamento (Matheuzinho) não conseguiu se recuperar para esse jogo. Agora temos o segundo tempo da decisão, para mim está tudo em aberto. Vamos focar nas coisas boas e fazer um bom clássico no Barradão. O torcedor é nosso diferencial. Pode ser nosso 12º jogador para nos ajudar a reverter essa situação”, acrescentou.
EC Vitória



