Com as temperaturas mais altas registradas em várias regiões do Brasil nas últimas semanas, decorrentes do El Niño e das mudanças climáticas, é importante reforçar os cuidados para prevenção do câncer de pele, doença que tem como principal fator a exposição solar excessiva e cumulativa ao longo da vida.
Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar mais de 220 mil novos casos de câncer de pele por ano no triênio 2023-2025. Na Bahia, a estimativa é de 10.530 novos casos da doença por ano. Considerado o tumor maligno mais incidente no Brasil, a neoplasia corresponde a 31,3% do total de casos de câncer no país. Já o melanoma, tipo mais raro e mais agressivo, representa 3% do total.
A exposição solar é o principal fator de risco para o câncer de pele
A exposição prolongada ao sol sem uso de filtro solar, especialmente na infância e na adolescência, é o principal fator para desenvolvimento do câncer de pele. A radiação ultravioleta (UV) emitida pelo sol é a responsável por causar danos às células da pele, podendo levar ao seu crescimento anormal e descontrolado.
Outros fatores de risco para o câncer de pele incluem:
- Pele clara ou olhos claros;
- Histórico familiar de câncer de pele;
- Doenças da pele, como psoríase ou vitiligo;
- Idade avançada;
- Exposição ocupacional ao sol;
- Uso de câmaras de bronzeamento.
Sintomas do câncer de pele
Os principais sintomas do câncer de pele são:
- Manchas ou pintas que mudam de tamanho, cor, textura, forma ou tornam-se irregulares nas bordas;
- Crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida;
- Mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
Diagnóstico e tratamento do câncer de pele
O diagnóstico do câncer de pele é feito por um médico dermatologista, que irá avaliar as lesões suspeitas. Em alguns casos, pode ser necessário realizar exames complementares, como biópsia.
O tratamento do câncer de pele varia de acordo com o tipo e estágio da doença. Na maioria dos casos, o tratamento cirúrgico para a remoção da lesão cancerígena é o mais indicado. Em alguns casos, a depender do subtipo do câncer, do estadiamento (grau de disseminação) e do tamanho do tumor, pode ser necessário outro tipo de tratamento complementar, como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou medicamentos orais.
Prevenção do câncer de pele
A melhor forma de prevenir o câncer de pele é evitar a exposição solar excessiva e cumulativa ao longo da vida. Para isso, é importante adotar as seguintes medidas:
- Use protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados ou com pouca exposição ao sol. O protetor solar deve ter fator de proteção solar (FPS) de no mínimo 30 e deve ser reaplicado a cada duas horas, ou sempre que a pele ficar molhada.
- Evite a exposição ao sol das 10 às 16 horas, quando a incidência dos raios ultravioletas é mais intensa.
- Use chapéu, boné, roupas com proteção UV e óculos escuros para proteger a pele da cabeça aos pés.
- Faça aferição regular da pressão arterial e controle o colesterol.
- Evite tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Consultas regulares ao dermatologista
Além das medidas de prevenção, é importante fazer consultas regulares ao dermatologista, pelo menos uma vez ao ano. O dermatologista poderá avaliar a pele e detectar qualquer alteração suspeita precocemente.



