O Brasil encerrou nesta sexta-feira (31) a preparação para o confronto decisivo contra o Canadá, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-17. A partida é neste sábado (1º), às 12h30 (horário de Brasília), no Estádio Olímpico de Rabat, no Marrocos. Das 24 seleções que iniciaram o torneio, apenas oito seguem na disputa pelo título mundial. Logo após o duelo entre brasileiras e canadenses, o torneio terá um clássico asiático entre República Popular da Coreia e Japão.
A trajetória da Seleção Brasileira até as quartas foi marcada por grandes emoções. Na estreia, uma vitória por 3 a 0 sobre o Marrocos. Depois, o empate em 1 a 1 com a Costa Rica trouxe alerta para ajustes, antes de um confronto eletrizante com a Itália, que terminou com derrota por 4 a 3. Nas oitavas de final, o Brasil goleou a China, garantindo vaga entre as oito melhores seleções do mundo.
O Canadá, adversário deste sábado, chega embalado e com 100% de aproveitamento no Mundial. As canadenses venceram a Nigéria por 4 a 1, Samoa por 6 a 0 e a França por 2 a 1 na fase de grupos. Nas oitavas, aplicaram nova goleada: 6 a 0 sobre a Zâmbia.
Após o último treino antes da partida, a técnica Rilany Silva destacou o bom momento da equipe e o clima de confiança do grupo. “O grupo está muito confiante e seguro. Acho que foi uma construção para que esse momento chegasse. Muito mérito delas. As jogadoras sabem exatamente onde querem chegar, e tudo o que está acontecendo reflete a mudança de mentalidade que elas se propuseram a adotar aqui. Agora, elas buscam dar um passo importante: a possibilidade de disputar uma semifinal inédita para o nosso país”, afirmou.
Rilany também ressaltou o equilíbrio do duelo e a força da adversária. “O Canadá é um adversário extremamente competitivo. Está invicto até agora, o que demonstra sua grandeza e ambição. Assim como nós, elas buscam o pódio e o título. É um jogo que promete ser decidido nos detalhes.”
O Brasil entra em campo neste sábado com objetivo de entrar para a história: alcançar, pela primeira vez, uma semifinal de Copa do Mundo Feminina na categoria. Para isso, ela reforçou o que prevaleceu nas fases eliminatórias nesse mundial. “O que tem feito diferença são as seleções que mantêm a consistência e aproveitam as oportunidades. O sucesso no mata-mata depende tanto da qualidade técnica quanto da capacidade de ser eficiente nos momentos decisivos.”
Fonte: Assessoria CBF



