O técnico multicampeão Bernardo Rezende, conhecido como Bernardinho, foi escolhido pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para assumir novamente a seleção brasileira masculina de vôlei. Ele substituirá Renan Dal Zotto, que pediu demissão após a classificação para os Jogos Olímpicos de Paris de 2024.
Bernardinho, que é bicampeão olímpico com a seleção brasileira masculina, em Atenas 2004 e Rio 2016, já havia sido técnico da seleção brasileira entre 2001 e 2016. Ele também é coordenador da seleção brasileira masculina desde setembro deste ano.
“Com a decisão pessoal do Renan, de se afastar momentaneamente do voleibol e da seleção brasileira, eu reassumo esse cargo no intuito de dar continuidade ao belo trabalho feito. Espero contribuir de alguma forma com a minha experiência para que a gente possa buscar a tão almejada medalha em Paris”, disse Bernardinho.
O primeiro desafio de Bernardinho será a preparação para a Liga das Nações, marcada para maio, no Rio de Janeiro. A competição é uma das principais preparações para as Olimpíadas.
Bernardinho é um dos maiores técnicos da história do vôlei. Ele conquistou sete medalhas olímpicas, sendo uma prata como jogador (1984), dois bronzes dirigindo a seleção feminina (1996 e 2000), além de dois ouros (2004 e 2016) e duas pratas (2008 e 2012) com o time masculino.
Com a seleção masculina, Bernardinho também conquistou três títulos em Mundiais, duas Copas do Mundo e oito Ligas Mundiais. Desde 2004, ele também segue ininterruptamente como técnico do projeto da equipe feminina de vôlei do Rio de Janeiro. Atualmente o Sesc-Flamengo é vice-líder da Superliga.
A decisão de Bernardinho de voltar à seleção brasileira masculina de vôlei foi bem recebida pelo voleibol brasileiro. O presidente da CBV, Radamés Lattari, classificou o treinador como “solução ideal” a sete meses das Olimpíadas.
“O Bernardinho tem qualidades indiscutíveis tecnicamente. Tem experiência, fazia parte do processo como coordenador, acompanhou o trabalho do Renan, então nada mais justo do que pensarmos no melhor para o vôlei brasileiro. E neste momento a solução ideal é o Bernardinho”, disse o presidente da CBV.
Foto: CBF



