O número de mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil aumentou 13,2% em 2024, totalizando 291 casos, conforme levantamento do Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB). As vítimas eram principalmente gays (165), travestis e mulheres trans (96), com menor incidência entre lésbicas (11), bissexuais (7) e homens trans (6).
As mortes ocorreram principalmente nas regiões Nordeste (99 casos) e Sudeste (99 casos), com armas brancas, de fogo e espancamentos como meios mais comuns de violência. São Paulo, Bahia e Mato Grosso lideraram o ranking de estados com mais mortes, sendo a Bahia o segundo mais afetado, com 31 casos.
Em relação às cidades, Salvador foi a mais perigosa para a comunidade LGBTQIAPN+, seguida por São Paulo e Belo Horizonte. A maioria das vítimas era branca, e a faixa etária mais atingida foi de 26 a 35 anos. Professores e profissionais do sexo foram as profissões mais associadas às vítimas.
A Bahia registrou mais de 10,65% dos casos no país. Um dos crimes no estado foi o assassinato de Neuritânia Pacheco, uma mulher trans, com suspeita de vingança como motivação. Salvador, embora liderasse em números absolutos, ficou em quarto lugar proporcionalmente.



