Agosto Lilás: Centros de Referência ajudam mulheres a romper o ciclo da violência doméstica e familiar

Para acolher e prestar atendimento gratuito a mulheres que sofrem algum tipo de violência, a Prefeitura de Salvador dispõe de três Centros de Referência de Atendimento à Mulher, situados em diferentes pontos da cidade. A partir desses locais, é possível ter acesso a uma rede estruturada e especializada de proteção. Com atendimento gratuito, as unidades são administradas pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).

O atendimento inicial nessas unidades é feito na recepção por uma técnica do serviço, que realiza uma escuta qualificada dos relatos. Depois disso, uma psicóloga e uma assistente social dão continuidade ao atendimento, auxiliando a vítima e prestando todo o apoio necessário. Por fim, é realizado o encaminhamento para a rede de proteção, formada por Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Defensoria Pública e unidades de saúde, entre outros órgãos.

“Os Centros de Referência cumprem um papel importante na quebra do ciclo de violência. O primeiro ponto é o trabalho com a prevenção, então as técnicas dos Centros estão sempre em atividades itinerantes, rodas de conversa, atividades dentro das comunidades para alertar a população sobre a violência, sobre os sinais de um relacionamento abusivo, sobre a existência dos centros e como acessá-los”, explica Fernanda Cerqueira, diretora de Política para Mulheres.

Atendimentos – Este ano, foram realizados 8.160 atendimentos e 13 mulheres foram acolhidas. Os tipos de violência mais comuns entre as vítimas foram a psicológica, a patrimonial e a moral. A Casa de Acolhimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid) é responsável pelos acolhimentos e tem capacidade para atender até 18 mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, acompanhadas ou não de filhos com idade de até 12 anos. O encaminhamento é feito por uma rede de proteção, que inclui a delegacia especializada, entre outros órgãos e equipamentos.

“A equipe multidisciplinar, através do atendimento, fortalece essas mulheres para que elas façam um plano de vida e saiam do ciclo de violência. Os centros também têm o papel de fazer os encaminhamentos qualificados para os demais pontos da rede, o fortalecimento da cidadania dessas mulheres e o acesso a serviços, como os de saúde. Recentemente, foi firmada uma parceria dos Centros de Referência com a Associação de Registro Público para que as mulheres possam ter as suas certidões emitidas para o fortalecimento dos seus direitos. Muitas vezes, a violência patrimonial ocorre por meio da retirada desses documentos, que acaba dificultando o acesso aos serviços”, afirma Fernanda.

Além da moradia temporária, a Camsid presta orientação, encaminhamento jurídico e atendimento psicossocial à população feminina por meio de uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiras, assistentes sociais, psicólogas, advogadas e plantonistas. O público atendido na unidade participa de capacitações profissionais e atividades diversas, a exemplo de rodas de conversa e orientações de saúde.

Localização e contatos – O Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência Loreta Valadares (CRAMLV) é a mais antiga dessas unidades e funciona dentro da Casa da Mulher Brasileira, na Avenida Tancredo Neves, no Caminho das Árvores. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O telefone para contato é (71) 3202-7396.

Em Cajazeiras, é possível ter acesso ao Centro de Referência Especializado de Atendimento à Mulher Arlette Magalhães (CREAM), situado na Rua José Seixas Filho, em Fazenda Grande II. O funcionamento do equipamento também ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O telefone para contato é (71) 3202-7380.

Já a Casa de Acolhimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid) presta atendimento 24 horas. O equipamento está situado na Rua Léllis Piedade, nº 63, na Ribeira. O telefone para contato é (71) 3202-7399.

Foto: Bruno Concha / Secom PMS

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