Preocupado com a provável indicação do ex-presidente Donald Trump para concorrer pelo Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro, o também ex-presidente Barack Obama sugeriu mudanças sensíveis na estrutura da campanha de reeleição do presidente Joe Biden, seu ex-vice.
Em um almoço na Casa Branca, defendeu mais agilidade e maior autonomia para o comando da candidatura democrata. O jornal Washington Post revelou o encontro e o teor da conversa em sua edição deste domingo. As recomendações de Obama a Biden foram dadas “em um almoço fora da agenda oficial, nos últimos meses”. A data exata não foi divulgada pelas fontes próximas dos dois políticos, que preferiram se manter anônimas.
Nas conversas privadas com Biden e com alguns de seus assessores, Obama mencionou a importância de incorporar pessoas capazes de “tomar decisões de alto nível” ou dar mais autonomia para o comando da campanha de Biden em Wilmington, Delaware, seu quartel-general desde os anos 1970, quando se elegeu pela primeira vez senador pelo estado. Obama mencionou David Plouffe, que gerenciou sua campanha de 2008, como exemplo de estrategista sênior necessário na campanha de Biden.
O ex-presidente também destacou o sucesso de sua própria estratégia de reeleição, em 2012 — que envolveu a transferência de assessores centrais da Casa Branca, incluindo David Axelrod e Jim Messina, para o centro nervoso da campanha, em Chicago. Essa seria uma abordagem diversa da adotada pela campanha de reeleição de Biden. O presidente manteve seus assessores mais próximos — entre eles Anita Dunn, Jen O’Malley Dillon, Mike Donilon e Steve Ricchetti — na Casa Branca, embora já estejam envolvidos em todas as decisões-chave da campanha.
Porta-vozes de Obama e da Casa Branca se recusaram a comentar sobre o encontro quando questionados pelo Post.
* Com informações da Agência o Globo



