A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 29 de dezembro de 2022, o registro definitivo da pílula antiviral Paxlovid, desenvolvida pela Pfizer. O medicamento já havia sido aprovado em caráter emergencial, em março de 2022, durante a fase mais crítica da pandemia de Covid-19.
Com o registro definitivo, o Paxlovid passa a ser autorizado para o tratamento de pacientes com Covid-19 leve ou moderada, com risco de evolução para formas graves da doença. O medicamento é indicado para adultos com idade igual ou superior a 18 anos, que apresentem pelo menos um fator de risco para evolução para formas graves, como:
- Idade igual ou superior a 65 anos;
- Doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doenças cardíacas ou insuficiência renal;
- Obesidade;
- Imunossupressão.
A administração do Paxlovid consiste em dois comprimidos, de 200 mg cada, de nirmaltrevir e um comprimido de 100 mg de ritonavir, duas vezes ao dia, durante cinco dias. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após o início dos sintomas.
Estudos clínicos mostraram que o Paxlovid é eficaz na redução do risco de hospitalização e morte por Covid-19. Em um estudo realizado com pessoas com 50 anos ou mais, vacinadas contra a doença, o medicamento reduziu o risco de hospitalização em 89% e o risco de morte em 44%.
O Paxlovid é seguro e bem tolerado, com efeitos colaterais leves, como diarreia, náusea e dor de cabeça. O medicamento não deve ser usado por gestantes, lactantes ou pacientes com insuficiência renal grave.
Estudos indicam eficácia do Paxlovid na prevenção de Covid longa
Um estudo publicado no Journal of Medical Virology, em 4 de janeiro de 2023, mostrou que o Paxlovid pode ser eficaz na prevenção de Covid longa. O estudo foi realizado com 1.800 pessoas com Covid-19 leve ou moderada, que iniciaram o tratamento com Paxlovid nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas.
Os resultados mostraram que o risco de desenvolver Covid longa foi 45% menor nos pacientes que receberam Paxlovid do que nos pacientes que receberam placebo. A Covid longa foi definida como a presença de sintomas persistentes por pelo menos quatro semanas após o diagnóstico de Covid-19.
Os resultados deste estudo são promissores, mas são necessários mais estudos para confirmar a eficácia do Paxlovid na prevenção de Covid longa.



