Em dezembro de 2023, duas vitórias de grupos que buscam tirar o nome de Donald Trump das cédulas das primárias republicanas aumentaram a pressão sobre a Suprema Corte dos EUA para que decida se o ex-presidente é elegível para um novo mandato.
A estratégia de Trump é protelar ao máximo a decisão da Suprema Corte, esperando que ela ocorra apenas depois de sua vitória nas eleições de 2024. Seus opositores, por outro lado, argumentam que ele deve ser impedido de concorrer por ter cometido insurreição na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
A base jurídica do pleito é a Seção 3 da 14ª Emenda da Constituição, que proíbe que pessoas que tenham apoiado a secessão dos estados do sul durante a Guerra Civil americana ocupem cargos públicos.
Até agora, apenas dois estados – Maine e Colorado – barraram Trump, enquanto 17 negaram o pedido. Outros 14 estados ainda estão analisando o caso.
O resultado da decisão da Suprema Corte pode ter um impacto significativo nas eleições de 2024. Trump é o candidato favorito do Partido Republicano e, se for impedido de concorrer, o partido pode ficar dividido e perder a eleição para o democrata Joe Biden.



