José Múcio Monteiro, ministro da Defesa do governo Lula, não é certeza para a Esplanada dos Ministérios em 2024.
Múcio foi convidado por Lula para pacificar a caserna e criar um ambiente de respeito ao governo, sem golpismos ou insubordinações. Ele conseguiu colocar as três Forças de volta a seus quadrados, mas não sem suor.
No entanto, Múcio sente-se sozinho no governo. Ele reclama da falta de cooperação entre os ministros e das críticas permanentes do PT. A saída de Flávio Dino, seu grande aliado, também o preocupa.
Lula está satisfeito com Múcio e não gostaria de sua saída. No entanto, ele não age para cessar as críticas ou para pedir que haja uma mudança de postura de alguns ministérios na relação com os militares.
Múcio gosta do ministério e de seus temas. Ele considera que valeria ficar para trabalhar pela aprovação de duas propostas de emenda à Constituição (PECs).
A primeira PEC vetaria militares na política. Quem decidisse se candidatar seria automaticamente transferido para a reserva.
A segunda PEC, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), estabelece que pelo menos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior seriam destinados para o orçamento da defesa nacional. Haveria um aumento gradual ano a ano até se chegar a esse patamar.
Múcio considera que a primeira PEC despolitiza as Forças e a segunda dá segurança para o investimento em projetos robustos e de longo prazo. No entanto, se ele vai estar na Defesa para acompanhar tudo isso, depende dele e, claro, de Lula.



