O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou neste domingo (17) que não pretende interferir na indicação da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). No entanto, ele disse que vai “construir” junto à base o melhor nome para ser indicado pelos parlamentares.
“Claro que eu vou [meter o bedelho]. Não usaria o termo meter o bedelho, mas é claro que eu quero construir, porque é importante a gente qualificar sempre os nomes que a gente indica. E a gente sempre parte dos nomes que fazem composição com a gente”, disse Jerônimo. “Como a indicação é da Assembleia, eu vou trabalhar para que o nome seja da Assembleia, para a gente respeitar essa combinação”, completou.
Apesar do interesse do governador, ele afirmou que ainda não tratou do assunto com nenhum dos partidos aliados da base sobre a indicação. “Nós não chegamos a aprofundar isso com nenhum partido. Mas é a vez da Assembleia”, pontuou.
Também neste domingo, o governador reúne o conselho político, voltado para as definições de candidaturas nas principais cidades da Bahia em 2024. Ele receberá Wagner, Rui e outras lideranças da base, com expectativa de definir os principais nomes que disputarão o pleito.
Análise
A declaração de Jerônimo Rodrigues é um sinal de que o governador pretende manter a autonomia da Assembleia Legislativa na indicação do conselheiro do TCM. No entanto, a sua intenção de “construir” o melhor nome para a vaga indica que ele pretende influenciar o processo de escolha.
É possível que Jerônimo busque uma indicação que seja alinhada com os interesses do seu governo e da sua base política. Isso pode gerar resistência de alguns partidos da oposição, que também têm interesse na vaga.
A definição do conselheiro do TCM é um importante passo para o governo Jerônimo Rodrigues. O novo conselheiro terá um mandato de seis anos e exercerá um papel importante na fiscalização das contas públicas dos municípios baianos.
Foto: Lula Bonfim



