Na última quinta-feira (14), a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) realizou uma audiência pública para discutir a demissão de vigilantes e a insegurança de funcionários e instalações da Chesf. A reunião foi proposta pela deputada Maria del Carmen (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
De acordo com o Sindicato dos Vigilantes da Bahia, cerca de 120 trabalhadores que atuavam na empresa há quase 30 anos foram demitidos. O sindicalista Paulo César Brito denunciou que os trabalhadores estão sendo substituídos por aparelhos elétricos, monitoramento eletrônico e por poucas pessoas que realizam tarefas de portaria, sem capacitação profissional para atuar na proteção de usinas, subestações, barragens e outras unidades operacionais.
Uso da tecnologia
O diretor administrativo da Chesf, Jenner Guimarães, explicou que a empresa está investindo em novas tecnologias para modernizar o setor de segurança. Segundo ele, o objetivo é otimizar e aumentar a eficiência no monitoramento das áreas.
Guimarães informou que, nos últimos quatro anos, a Chesf investiu R$ 98 milhões em novas tecnologias, como videomonitoramento, teleassistência, sonofletores e radares magos.
Ameaças de apagões
A deputada Maria del Carmen afirmou que a demissão de vigilantes e a falta de proteção nas subestações de energia representam uma ameaça à segurança energética do estado.
“É uma relação de trabalho importante para a sociedade, pois você tem grandes equipamentos que ficam descobertos com as demissões, tendo o risco de provocar apagões nas cidades e transtornos diversos para a população”, disse.
O deputado Robinson Almeida (PT) também criticou o processo de privatização da Eletrobras, que retirou o controle acionário do Governo Federal. O parlamentar afirmou que as consequências dessa decisão, tomada pelo governo anterior, trouxeram diversos impactos, incluindo o aumento dos preços da energia e a redução da segurança energética.
Recomendações
Ao final da audiência pública, a deputada Maria del Carmen recomendou que a Chesf apresente um plano de segurança para as suas instalações, com o objetivo de garantir a proteção dos trabalhadores e a continuidade do fornecimento de energia.
A empresa também foi recomendada a rever o processo de demissão dos vigilantes, para garantir que os trabalhadores sejam realocados em outras funções ou recebam indenizações justas.
Considerações
A audiência pública sobre a demissão de vigilantes e a insegurança na Chesf evidenciou a importância da segurança energética para o estado da Bahia. A demissão de trabalhadores e a falta de proteção nas subestações de energia representam um risco para a continuidade do fornecimento de energia e podem causar apagões e transtornos para a população.
É importante que a Chesf apresente um plano de segurança para as suas instalações, com o objetivo de garantir a proteção dos trabalhadores e a continuidade do fornecimento de energia. A empresa também deve rever o processo de demissão dos vigilantes, para garantir que os trabalhadores sejam realocados em outras funções ou recebam indenizações justas.



