Apesar de o presidente Lula ter conseguido reunir, na última terça-feira (12), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Renan Calheiros (MDB-AL), para pedir uma trégua no conflito entre os dois políticos, o governo federal não conseguiu impedir a instalação da CPI da Braskem, que investigará a responsabilidade da empresa pela tragédia de Maceió.
A comissão foi instalada no Senado na quarta-feira (13), com a eleição do senador Omar Aziz (PSD-AM) para a presidência e de Jorge Kajuru (PSB-GO) para a vice-presidência.
A escolha do relator, no entanto, foi motivo de divergência entre os membros da CPI. Renan Calheiros, autor do pedido de criação da comissão, deseja ser o relator, mas a bancada de Alagoas, que conta com dois senadores, Rodrigo Cunha (Podemos-AL) e Fernando Collor (Pros-AL), defende que o relator seja um parlamentar de outro estado, para garantir maior isenção nas investigações.
“Dentro do que foi conversado nas quatro paredes, gostaria em público que fique claro que nenhum senador do estado será o relator. Em busca de isenção, para não colocar em xeque a credibilidade da condução dessa CPI”, afirmou Rodrigo Cunha.
Renan Calheiros, por sua vez, discordou do acordo e afirmou que impedir sua indicação como relator seria um cerceamento ao seu mandato.
“Não posso aceitar que limite meu mandato. Eu tenho certeza que o presidente Omar Aziz vai escolher o relator no momento adequado e aquele que possa melhor ajudar na investigação, que precisa ser feita urgentemente”, afirmou Renan Calheiros.
O presidente da CPI, Omar Aziz, disse que pretende buscar um consenso entre os membros da comissão para decidir a escolha do relator na próxima semana. Aziz não descartou ainda decidir por Renan Calheiros para a relatoria do colegiado.



