O senador Renan Calheiros (MDB-AL) deve ser anunciado como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela oposição para aumentar o orçamento das Forças Armadas. A informação é do senador Carlos Portinho (RJ), líder do PL de Jair Bolsonaro no Senado e um dos autores da proposta.
A escolha de Renan foi feita após o Ministério da Defesa descartar o nome do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), que era o favorito para o posto. A avaliação da Defesa foi a de que a PEC enfrentará resistência de setores do governo, o que poderia constranger Jaques Wagner, ao faze-lo entrar em rota de colisão, por exemplo, com a equipe econômica.
A PEC prevê a criação de um piso de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o orçamento do Ministério da Defesa, que seria alcançado gradativamente em 0,1 ponto percentual ao ano. Hoje, o orçamento da pasta equivale a 1,1% do PIB.
A proposta ainda precisa ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes de seguir para votação em plenário. A oposição espera que a PEC seja aprovada até o fim do ano.
A escolha de Renan Calheiros como relator da PEC é um sinal de que a oposição está disposta a fazer concessões para garantir a aprovação da proposta. Renan é um político experiente e tem boa relação com o governo. Isso pode ajudar a diminuir a resistência da base governista à PEC.



