Campanha Feminicídio Zero ampliou acessos ao Ligue 180 e prepara grito de carnaval

Depois de ocupar os estádios de futebol em 2024, este ano será o ano da campanha Feminicídio Zero, do Ministério das Mulheres, gritar no Carnaval do Rio de Janeiro como um bloco de conscientização contra a violência. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, anunciou em entrevista à Voz do Brasil, nesta quarta-feira (5/2), que o bloco fará parte do desfile das campeãs, no dia 8 de março, Dia da Mulher. A mobilização é uma parceria com a Liga das escolas de samba, junto com a prefeitura municipal, Ministério da Saúde e Fiocruz.

“Vamos estar no Rio de janeiro com a mobilização do Feminicídio Zero. Nós vamos fazer o lançamento na Casa do Samba e depois nas quadras onde ocorrem os ensaios, discutindo com a população e com as escolas. No 8 de março, seremos o bloco de entrada das escolas no desfile (das campeãs): o Bloco do Feminicídio Zero, pra que a gente possa chegar a toda a população e falar com todo o povo”, anunciou a ministra Cida Gonçalves.

Ligue 180

De acordo com a ministra, as campanhas de divulgação em estádios e a publicidade voltada para o Ligue 180, em 2024, deram resultado. A Central de Atendimento à Mulher atendeu 691.444 ligações de todo o território nacional em 2024. No total foram 750.687 atendimentos no ano passado, uma média de 2.051 por dia. Cida Gonçalves, destacou que, além da divulgação, o trabalho especializado fez toda a diferença.

“Reestruturar o 180, fazer um atendimento especializado, com equipe especializada só com mulheres, acho que fez com que as mulheres e a população, porque não são só as mulheres vítimas que ligam, mas a população que acredita de novo na política pública no 180 e aumenta o número de denúncias e de ligação”, explicou a ministra. “No segundo semestre nós trabalhamos a campanha do Feminicídio Zero com a divulgação do 180 nos estádios, nas campanhas. Isso ajuda no acesso ao conhecimento e à informação”, completou.

Durante entrevista, a ministra falou também sobre o perfil das vítimas de violência. Dentre os registros em que foi declarada raça/cor da vítima, as mulheres negras representam a maioria das denúncias, somando 53.431 casos contra mulheres pardas e 16.373 contra mulheres pretas. Além disso, mulheres brancas somam 48.747 denúncias, seguidas por amarelas (779) e indígenas (620). Sobre os tipos de violência, a ministra destaca que os tipos mais recorrentes são a violência psicológica, seguida pela física, patrimonial, sexual, violência moral e cárcere privado.

Casa da Mulher Brasileira e Centros de Referência

Cida Gonçalves anunciou ainda a criação de sete Casas da Mulher Brasileira e 13 Centros de Referência da Mulher em 2025, a intenção é ampliar ainda mais a estrutura de acolhimento à mulher no País. As Casas da Mulher Brasileira integram os eixos de atuação do Programa “Mulher Viver sem Violência” (Decreto nº 11.431/2023) – instituído pela presidenta Dilma Rousseff em 2013 e retomado em 2023 pelo Ministério das Mulheres – juntamente com o Ligue 180, com os Centros de Referência da Mulher Brasileira (Cram), unidades móveis de atendimento às mulheres em situação de violência no campo e na floresta, além de campanhas continuadas de conscientização.

Atualmente, há 10 Casas em funcionamento no país, localizadas em Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Boa Vista (RR), Ceilândia (DF), São Luís (MA), Salvador (BA), Teresina (PI) e Ananindeua (PA), sendo que as três últimas foram inauguradas em 2023 e 2024. Outras 27 estão sendo implementadas no Brasil, em diferentes fases. É possível acompanhar a construção das novas unidades através do Painel de Monitoramento da Casa da Mulher Brasileira, no site do Ministério das Mulheres.

Thays de Araújo/Agência Gov



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