Bahia é peça fundamental na reindustrialização do setor de fertilizantes

A reindustrialização do setor de fertilizantes no Brasil é um movimento que visa reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria nacional e o Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) acredita que a Bahia é peça fundamental na reindustrialização do setor. O diretor executivo do sindicato, Bernardo da Silva e o representantes da Galvani Fertilizantes, Mauricio Bonotto e Fábio Serraiocco, procuraram a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta semana, para que a pasta articule a construção de políticas para que o Brasil volte a ser competitivo na área.

“Fomos procurados pelo sindicato para estabelecer essa parceria e para que a SDE lidere o movimento da reindustrialização do setor de fertilizantes. Como gestor da pasta de Desenvolvimento Econômico, entendo a importância desse movimento que fortalecerá a indústria nacional, garantirá a segurança alimentar e contribuirá para a economia do estado e do país, que não tem condições de ser competitivo na produção de alimentos sem fertilizantes. A Bahia tem recursos minerários, gás, abriga o maior complexo químico integrado do Hemisfério Sul, e atrelado a tudo isso, tem a vocação de ser um estado agrícola. Trazer a discussão para dentro do governo é importantíssimo e teremos todo o apoio do governador Jerônimo Rodrigues nesta causa”, diz o secretário Angelo Almeida.

Foto: Mário Marques/Ascom SDE

“É importante que a Bahia assuma o protagonismo na construção das políticas que vão trazer competitividade para a produção nacional de fertilizante. Viemos pedir apoio do governo baiano na renovação do Convênio 26, que traz a isonomia tributária entre produção nacional e importação de fertilizantes, e com isso viabiliza que os projetos nacionais possam competir de forma igual com os produtos importados”, afirma Bernardo Silva, diretor executivo da Sinprifert.

O diretor executivo lembra que atualmente o Brasil importa quase 90% do que é consumido na agricultura nacional. “Boa parte dos fertilizantes que usamos são de países que têm conflitos geopolíticos como Rússia e Bielorrússia, então a questão de risco de desabastecimento é real. O custo que a importação traz para o Brasil é muito alto, são quase 25 bilhões de dólares. O valor gasto poderia ser investido na expansão da agricultura brasileira, já que não há como o Brasil ser competitivo na produção de alimentos sem fertilizantes”.

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