O projeto World ID, que envolve o escaneamento da íris das pessoas em troca de criptomoedas (Worldcoin), está sendo realizado em locais como a Avenida Paulista. A maioria dos participantes, atraída pela promessa de dinheiro rápido, desconhece o real propósito da coleta de dados biométricos. O escaneamento visa identificar seres humanos de forma única, diferenciando-os de robôs e IA. A empresa por trás do projeto, Tools for Humanity, defende a privacidade e a segurança dos dados, afirmando que as imagens da íris são criptografadas e não armazenadas.
Especialistas e autoridades, como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), levantam preocupações sobre os riscos à privacidade, segurança e uso indevido dos dados biométricos. Além disso, a prática de oferecer pagamento pelo escaneamento é vista como potencialmente exploratória, principalmente entre populações vulneráveis. A ANPD iniciou uma fiscalização sobre o tratamento desses dados, enquanto a empresa afirma que está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).



