A possível mudança do atual secretário de governo na gestão de Bruno Reis, Cacá Leão, para uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal (CEF) não progrediu significativamente. Em entrevista à Salvador FM 92,3, Cacá indicou que embora não tenha recebido propostas concretas, a decisão também depende do prefeito de Salvador.
“Essa conversa começou há algumas semanas, quando Carlos Vieira foi nomeado, um amigo querido. Desde que cheguei a Salvador, havia uma forte conversa sobre permanecer em Brasília. No entanto, quando decidi entrar para a gestão do prefeito Bruno Reis, não sou alguém que foge dos compromissos.”
Cacá compartilhou que a ideia de ingressar na Caixa foi intensificada durante uma reunião da bancada de deputados federais, quando surgiu a possibilidade do PP nomear outras vice-presidências. “O deputado Luizinho, líder da bancada, trouxe isso à tona, e alguns mencionaram que meu nome seria o mais adequado, pois todos conhecem minha forma de trabalhar. Esse reconhecimento me deixou muito contente”, disse Cacá.
Apesar da sugestão, Leão destacou que as discussões permaneceram nesse estágio. “Não fui procurado pelo meu partido, nem depois pelo Lira, para tratar sobre isso. Qualquer decisão desse tipo, se o convite vier, a primeira pessoa com quem irei conversar é o prefeito Bruno Reis. Se for benéfico para a gestão e para o prefeito, é uma decisão que, se acontecer, será tomada em conjunto.”
Embora a possibilidade tenha sido levantada, Cacá pareceu ter recusado o convite, evitando trocar seu posto na capital baiana, que ocupa desde fevereiro. O ajuste teria sido planejado “em Brasília”, onde Cacá possui uma história na Câmara dos Deputados, tendo sido líder do PP na Casa e próximo ao presidente Lira. Contudo, aliados sugerem que Cacá está pensando em retornar à Câmara somente em 2026, ano eleitoral. Até lá, o secretário continuará focado na “proteção política” da administração de Bruno Reis e também deverá se envolver nas eleições municipais.



