O deputado estadual Eduardo Salles (PP), presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), reiterou nesta terça-feira, 28, que os próximos passos para investigar a ViaBahia envolvem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta pelo deputado Marcinho Oliveira (União Brasil) na Casa.
“Não temos outra opção além da CPI. Já tínhamos assinado, inicialmente, a CPI proposta pelo deputado Marcinho. […] O deputado Marcinho Oliveira modificou e vamos realizar uma CPI, se Deus quiser, sobre a má prestação dos serviços”, afirmou Salles.
As declarações de Salles surgem após a ausência do presidente da ViaBahia, José Bartolomeu, na audiência pública convocada pelo colegiado na manhã do mesmo dia. Essa ausência gerou inquietação entre os parlamentares, que reivindicaram o avanço da CPI ao presidente da Alba, Adolfo Menezes (PSD).
De acordo com Salles, Menezes se mostrou aberto à pauta, mas ressaltou que a matéria deve ser instalada apenas em 2024. “Hoje, tivemos a compreensão do presidente. Ele salientou que faltam duas semanas para o final do ano legislativo, quando entra o recesso. Não seria viável, com todas as votações previstas, realizar uma CPI em duas semanas. Comprometeu-se a instalar a CPI no início do próximo ano legislativo”, disse.
Se a CPI for aprovada, os parlamentares planejam convocar coercitivamente o presidente da ViaBahia. “Então, ele será compelido a comparecer, querendo ou não. Se necessário, será acompanhado por um oficial de Justiça, com a presença da Justiça e da polícia. Ele é obrigado a estar presente conosco. Acredito que este é o caminho. Os baianos não suportam mais essa negligência”, acrescentou Salles.
O deputado estadual reforçou a falta de investimentos da empresa para o adequado funcionamento das rodovias e cobrou a implementação de uma terceira pista para melhorar o fluxo nas BRs. “Os investimentos não foram realizados. Já deveríamos ter uma terceira pista de Salvador para Feira de Santana, mas não temos. Temos a concessão de 800 km de rodovias, onde cerca de 400 km deveriam ter sido duplicados e nada foi feito. Não houve responsabilidade por parte deles”, declarou.



