A pesquisa da Genial/Quaest, divulgada em 22 de novembro, revela que a maioria dos analistas financeiros acredita que o governo Lula não conseguirá manter a meta de déficit zero no próximo ano e terá que ajustar a meta fiscal. Entre os 100 profissionais de fundos de investimento consultados, 80 preveem uma mudança na meta fiscal, com variações como -0,5%, -0,75%, -0,25% e até -1% do PIB.
A pesquisa também mostra uma avaliação predominantemente favorável (43%) ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apesar de uma leve queda em relação a uma pesquisa anterior. No entanto, 24% dos entrevistados têm uma visão negativa de sua gestão, indicando um aumento de 1% em comparação ao levantamento anterior. Além disso, a pesquisa evidencia que 39% percebem uma diminuição na influência de Haddad após controvérsias sobre a meta de déficit zero.
Outros aspectos incluem a opinião de 80% dos entrevistados de que a equipe econômica do presidente Lula é “pior” do que a do governo anterior liderado por Jair Bolsonaro, sendo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o mais bem avaliado pelo mercado. Quanto à avaliação do governo Lula, 52% têm uma visão negativa, enquanto 9% consideram-na positiva.
A pesquisa também indica que 56% dos entrevistados acreditam que o governo atual não está focado no controle da inflação, e 55% preveem uma piora na economia nos próximos 12 meses. Quanto aos problemas econômicos, 77% apontam a “falta de uma política fiscal eficaz” como o principal obstáculo para a melhora da economia.



