O ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Jair Bolsonaro, surpreendeu os bolsonaristas ao se posicionar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os poderes da Corte.
A PEC, defendida pelo campo conservador, prevê o fim das decisões monocráticas do STF para suspender leis aprovadas pelo Congresso Nacional e a fixação de um mandato de 12 anos para ministros.
Em conversas reservadas com ministros do STF e com políticos, Mendonça afirmou que é contrário a qualquer iniciativa que reduza o poder da Corte. A postura é semelhante a de outros magistrados críticos da medida, como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.
Bolsonaro, por sua vez, não vê a postura de Mendonça como traição. O ex-presidente afirmou que entende que o ex-advogado-geral da União, agora integrante do STF, deve defender os interesses da Corte.



