Camila Brito é moradora do bairro Sussuarana e segue com o filho Saulo Gabriel, que tem transtorno do espectro autista, para acompanhamento no Centro Integrado de Apoio à Criança e ao Adolescente (Ciac), em Ondina. Essa consulta especializada agora será prestada pelo Núcleo de Atendimento à Criança e ao Adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA) – administrado pelo Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral (NACPC), inaugurado nesta sexta-feira (19), na sede do Ciac.
De acordo com ela, é muito gratificante ter este local acolhedor: “é uma maravilha ter um lugar para ele fazer acompanhamento. Ele precisa de acompanhamento com psicólogo. Aqui é muito bom. É maravilhoso. Abriu uma nova porta para a gente. Um novo olhar para os autistas”.
Atualmente, 515 pessoas com algum tipo de deficiência física e intelectual são atendidas no local. Com a ampliação da estrutura, é esperado que, até junho, esta quantidade chegue para 715.
A readequação é uma iniciativa do Governo do Estado através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades). Presente à abertura oficial do serviço, a primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia, Tatiana Velloso, fala do sentimento em fazer parte deste momento.

“Há 23 anos é realizado um trabalho importante de acolhimento, com o desenvolvimento humano das nossas crianças com paralisia cerebral, crianças, adolescentes, jovens, mas, também, com outras deficiências e o autismo. Esse momento é de festejo, de alegria, de garantia de direitos a partir de uma política pública. Também traz a transversalidade de outras políticas a partir do trabalho que a gente precisa fortalecer dessa entidade que é o NAPC”, destacou a primeira-dama.
O espaço inaugurado nesta sexta conta com laboratórios sensoriais, quadra, piscina, área verde, parque, banheiros, sala de atividades e outros ambientes para oferecer a sensação de integração e autonomia às pessoas com o transtorno. Serão desenvolvidas terapias físicas e ocupacionais, apoio educacional personalizado, orientação familiar e encaminhamento para outras formas de suporte comunitário.
A equipe é multidisciplinar, composta por 20 profissionais de diversas áreas, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, psicólogos e pedagogos. No local, são realizados, também, cursos para formação e capacitação de professores para atendimento a pessoas com TEA. A “alta” (quando o tratamento acaba) é baseada no Plano Terapêutico Singular, em que cada área avalia, de seis em seis meses, o desenvolvimento dos pacientes.
O Núcleo de Atendimento à Criança e ao Adolescente com TEA é um centro especializado em reabilitação. O atendimento é inteiramente realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com financiamento das três esferas governamentais: Município, Estado e União.
Para ser acompanhado no local, é preciso ser encaminhado por alguma unidade médica. Neste momento, mais de 1.100 pessoas fazem parte da lista única de cadastrados com TEA.



