Ela começou com R$ 50 e hoje fatura R$ 35 mil por mês com confecção de blusas

Inspirada no nome das próprias avós, Tuani Gelatti, 30 anos, fundou a Maria Carolina Clothing, uma loja especializada na venda de blusas, regatas e croppeds. Com sede na cidade de Brusque, em Santa Catarina, o negócio começou com a produção pontual de peças sob encomenda e hoje fatura cerca de R$ 35 mil por mês, com vendas no varejo e no atacado. Para crescer, aposta em vídeos para as redes sociais – são 171 mil seguidores no TikTok e 38 mil no Instagram.

O negócio começou enquanto Gelatti fazia um curso técnico de Modelagem e Vestuário. Na época, ela estava em busca de uma oportunidade de emprego e costurava com a mãe, na própria residência da família. Em outubro de 2014, decidiu investir R$ 50 na compra de retalhos de uma loja de malhas, a fim de confeccionar roupas para si mesma com base nos modelos e ensinamentos aprendidos durante o tecnólogo.

O que Gelatti não esperava era que as peças produzidas teriam tanta repercussão positiva nos corredores das salas de aula. Logo no início, ela recebeu a encomenda de duas saias, que foram vendidas por R$ 20 para as colegas de turma. Com o passar do tempo, passou a produzir blusas, croppeds, calças e vestidos. Meses depois da primeira venda, já com o negócio tomando forma, ela foi além da divulgação boca a boca e passou a anunciar os produtos no marketplace do Facebook.

“Eu ia postando na rede social e recebendo as encomendas. Em dezembro de 2014, postei um modelo de um vestido ‘soltinho’ de verão em um grupo de vendas da cidade e recebi mais de 100 encomendas. Então, decidi largar a costura com a minha mãe e criei a Maria Carolina Clothing”, conta a empresária. “Nosso estilo é o básico, com peças atemporais, preço atrativo, qualidade e diversidade de cores.”

Embora a marca tenha conquistado um grande número de seguidores e clientes fixos, Gelatti aponta que, no início do empreendimento, enquanto atuava com vendas sob encomenda, um dos principais desafios que enfrentou foi a conquista da confiança do público. “Na época não se vendia tanto online, era mais no físico. E como a minha loja era nos fundos de casa, em um bairro afastado do centro, demorei um pouco para conseguir ficar conhecida e passar credibilidade”, explica.

Depois de certo tempo, a empresária optou por mudar seu modelo de negócio. Para dar conta da demanda, deixou de confeccionar peças sob encomenda e passou a vender apenas roupas à pronta entrega. Seu ateliê, que desde o início foi a própria casa de sua mãe, foi adaptado para comportar a nova versão do negócio. “Decidi reformar a sala de costura e transformei um lado em uma loja e o outro na minha confecção, e minha mãe veio trabalhar comigo”, conta.

Em meio à pandemia, a loja passou a vender no atacado. Na mesma época, a empresária investiu em vídeos para as redes sociais. “Em 2022, comecei a movimentar meu TikTok com a ideia de uma amiga de fazer vídeos mostrando ‘com tantos reais, você compra tantas peças na minha marca’, e esses vídeos viralizaram”, diz.

Apesar de positivo, o maior alcance nas plataformas digitais também trouxe desafios. “Eu tive de aumentar a produção, contratar pessoas na equipe de confecção e loja, sair do meu espaço original e ir para um maior. Hoje, estamos com uma demanda alta de pedidos todos os dias, e estudando possibilidades para crescer ainda mais”, diz a empreendedora.

Atualmente, a loja conta com cinco costureiras, uma pessoa responsável pelos cortes dos tecidos e duas vendedoras na loja. A empresária se divide entre a confecção, as vendas e, principalmente, o marketing do negócio.

Segundo a fundadora, a marca Maria Carolina Clothing fatura mensalmente entre R$ 35 mil a R$ 40 mil, com uma média de 15 pedidos diários. Quando há promoções no site, realizadas cerca de duas vezes por semana, o número de pedidos por dia pode chegar a 40. As peças são vendidas a partir de R$ 16.

Hoje, um dos maiores desafios da empreendedora é justamente atender a alta demanda. “Não estamos dando conta de repor as peças com esse alto fluxo de vendas. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, mas estamos fazendo de tudo para atender a todos que nos procuram”, explica.

Isabela do Carmo/Revista PEGN

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