Um passeio pela história do povo wodaabe, etnia nômade do Níger, na África Ocidental, caracterizou a abertura oficial do Carnaval do Pelourinho nesta sexta-feira (9), com a saída do Olodum, em Salvador. O tema do desfile deste ano também deu espaço para a percussão inspirada em etnias de gana e dos povos ashanti. O governador Jerônimo Rodrigues e o vice-governador e coordenador do Carnaval, Geraldo Júnior, acompanharam a saída do bloco tradicional desde a casa do Olodum, no Centro Histórico da capital baiana.

No ano em que o Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, completa 50 anos e que o Olodum celebra seus 45 anos, o governador faz uma avaliação sobre a importância dos blocos afro e do debate do racismo. “O Carnaval do Pelourinho é, realmente, diferente. Ele tem uma energia diferente. O público daqui é um público diferenciado. A cultura bate mais forte aqui, não tenho dúvida disso. E 50 anos homenageando os blocos afro. Pela história, o Carnaval de Salvador e da Bahia tem muitos valores. Mas um dos mais fortes é o potencial dos blocos afro, que trabalham o ano inteiro com projetos sociais, com a questão racial, com a questão das crianças e adolescentes. Aqui, é o fechamento de um ciclo de projetos muito importantes. E nós continuaremos pegando nas mãos desses blocos”, afirma o governador.



